Neuza / Divulgação

Neuza Viganó: da terra ao trabalho social, de Pato Branco para o Paraná

Nascida em Pato Branco, com uma vida marcada pelo trabalho no campo, Neuza Viganó construiu uma trajetória pública ligada à assistência social, à qualificação profissional e ao contato direto com as comunidades. Depois de secretária, primeira-dama e eleita vice-prefeita, agora coloca sua experiência à disposição em um novo desafio: representar o Paraná na Câmara dos Deputados.

Antes da política, antes dos cargos públicos e antes das eleições, existe uma parte fundamental para compreender a trajetória de Neuza Maria Amadori Viganó: sua ligação com a terra.

Pato-branquense de nascimento, Neuza sempre teve sua vida ligada ao campo e à atividade agrícola. Foi nesse ambiente, convivendo com o trabalho rural e com a realidade de quem depende da terra e do próprio esforço para construir seu futuro, que formou parte importante de sua visão sobre as pessoas e sobre a sociedade.

O campo lhe ensinou o valor da terra. Mas, principalmente, o valor de quem trabalha nela.

Essa experiência ajudou a formar uma convicção que posteriormente seria levada para a vida pública: as pessoas precisam de oportunidades para construir a própria autonomia.

E foi justamente essa visão que marcou sua passagem pela área social de Pato Branco.

ASSISTÊNCIA SOCIAL COM PORTA DE ENTRADA E PORTA DE SAÍDA

Durante oito anos, Neuza acumulou as funções de primeira-dama e secretária municipal de Ação Social.

Naquele período, sua atuação procurou unir assistência às famílias com mecanismos capazes de proporcionar qualificação, renda e independência.

Uma das iniciativas que melhor sintetizou essa filosofia foi o Programa Auto-Emprego – PAE.

O programa oferecia oficinas, cursos e capacitação profissional, criando oportunidades para que pessoas em situação de vulnerabilidade pudessem adquirir conhecimento, buscar uma profissão, gerar renda e encontrar melhores condições de vida.

A lógica era simples, mas transformadora: atender quem precisa sem abandonar a busca pela autonomia dessa pessoa.

Não apenas assistir.

Qualificar. Preparar. Criar oportunidades.

Sob sua liderança e de sua equipe também foram desenvolvidos programas e iniciativas como Projeto Tecendo Vidas, Batucação, Orquestração, Coral, aulas de gaita, Casa Abrigo Esperança e ações relacionadas à implantação e estruturação de equipamentos da assistência social no município.

Esse conjunto de ações fez com que o trabalho desenvolvido naquele período permanecesse na memória de muitas famílias.

Anos depois, veio também o reconhecimento institucional.

Em 2024, a Câmara Municipal de Pato Branco concedeu a Neuza o Prêmio Mulher Destaque, destinado a reconhecer mulheres com atuação profissional e social relevante para o município.

QUEM CONHECE A TERRA ENTENDE O VALOR DA OPORTUNIDADE

Existe uma linha que conecta a Neuza ligada à agricultura à Neuza da assistência social.

É o trabalho.

Quem vive o campo conhece o esforço necessário para produzir. Conhece as dificuldades enfrentadas pelas famílias rurais. Aprende que resultados não aparecem de um dia para o outro e que é preciso plantar, cuidar e perseverar antes de colher.

Essa experiência ajudou Neuza a desenvolver uma relação particular com aqueles que mais precisam.

Para ela, política social não pode significar apenas entregar algo. Precisa também abrir caminhos.

Foi essa compreensão que encontrou no PAE uma de suas principais expressões: oferecer instrumentos para que uma pessoa pudesse encontrar pelo trabalho uma oportunidade de mudar sua própria realidade.

Dar atenção a quem precisa. Dar oportunidade a quem quer avançar. E dar condições para que cada pessoa possa caminhar com as próprias pernas.

O RETORNO À DISPUTA ELEITORAL

Depois daquela experiência administrativa, Neuza continuou presente na vida comunitária de Pato Branco.

Em 2024, aceitou um novo desafio: disputar a vice-prefeitura ao lado de Géri Dutra.

Géri já havia disputado a Prefeitura em 2020 e sido derrotado. Quatro anos depois, retornou à eleição tendo Neuza como candidata a vice.

A chapa venceu.

Foram 24.985 votos, equivalentes a 52,93% dos votos válidos.

Nenhuma eleição pode ser atribuída exclusivamente a um integrante da chapa. Mas é igualmente impossível ignorar o peso político de Neuza na construção daquele projeto eleitoral.

Seu nome agregava uma história própria.

Carregava a lembrança do trabalho social, o contato com as comunidades e uma relação construída ao longo de anos com famílias de diferentes regiões da cidade.

VICE-PREFEITA, MAS COM VOZ PRÓPRIA

A eleição não significou para Neuza abrir mão de suas convicções.

Mesmo integrando a chapa vencedora, escolheu manter independência política e disposição para cobrar do Executivo transparência, responsabilidade na aplicação dos recursos públicos e atenção principalmente à população que mais depende dos serviços municipais.

Para Neuza, lealdade a um projeto não pode significar silêncio diante daquilo que precisa ser corrigido.

Fiscalizar também é governar.

Cobrar também é cuidar.

E dinheiro público exige responsabilidade.

OBRAS ESTRUTURANTES PARA PATO BRANCO

A construção da chapa de 2024 também ocorreu em um contexto de articulação política com lideranças estaduais.

Neuza defendeu que Pato Branco precisava aproveitar sua força política para buscar investimentos e obras estruturantes capazes de preparar o município para as próximas décadas.

Sua visão sempre foi de que ocupar um espaço político só faz sentido quando esse espaço consegue produzir resultados para a população.

Por isso, participou da defesa de investimentos estaduais e de uma agenda de obras para o município, muitas das quais passaram posteriormente a integrar anúncios e ações do poder público.

É a mesma lógica aprendida no campo: não basta pensar na próxima colheita. É necessário preparar a terra para os próximos anos.

UMA POLÍTICA FEITA ANDANDO

Há uma característica de Neuza que permaneceu independentemente do cargo ocupado: a presença.

Ela continua percorrendo bairros, conversando com moradores e ouvindo demandas diretamente das pessoas.

Não parou quando deixou a Secretaria.

Não parou depois das eleições.

E não parou depois de chegar à Vice-Prefeitura.

Neuza sabe que muitas vezes o cidadão não procura o poder público pedindo privilégio. Procura simplesmente alguém que o escute e mostre onde está o caminho para acessar um direito que já possui.

Essa presença cria referência.

E referência gera confiança.

Ela é astuta na política porque conhece pessoas. Sabe ouvir, sabe cobrar e, sobretudo, conhece a realidade de quem está na ponta.

Não esmorece diante das dificuldades.

Tem fibra.

É forte.

E acredita que política também significa combater o bom combate.

AGORA, UM NOVO DESAFIO

Em 2026, Neuza Viganó iniciou uma nova etapa de sua trajetória política.

Filiada ao Republicanos, colocou seu nome como pré-candidata a deputada federal.

É um movimento que amplia o horizonte de uma história até aqui profundamente ligada a Pato Branco.

A proposta agora é levar para Brasília uma experiência construída no município e formada muito antes de qualquer cargo público.

Uma experiência que começou na terra.

Passou pelo trabalho agrícola.

Chegou à assistência social.

Transformou-se em programas de qualificação e geração de oportunidades.

Passou pela primeira-dama.

Pela Secretaria de Ação Social.

Pelas ruas e bairros.

Pelas urnas.

E chegou à Vice-Prefeitura.

Agora, Neuza pretende colocar essa experiência a serviço de uma representação maior.

Porque quem aprendeu no campo sabe que nenhuma grande colheita começa grande.

Começa com trabalho.

Com persistência.

Com cuidado.

E com alguém disposto a plantar.

Neuza Viganó.

Da terra para as pessoas. De Pato Branco para o Paraná.

Uma grande mulher. Um grande Estado.

Por: Max Content LAB

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